Estudo de Arco Elétrico

Estudo de ATPV e Arco Elétrico

A IFELL realiza o estudo de ATPV conforme recomenda a NR-10. O estudo de energia incidente está presente no Prontuário de Instalações Elétricas (PIE) e é fundamental para a seleção correta dos EPIs e para a segurança do trabalhador.

IFELL Engenharia - Estudo de ATPV e Arco Elétrico

O que é energia incidente?

Energia incidente é uma medida de energia térmica, a uma certa distância de trabalho, gerada durante a ocorrência de um arco elétrico. É definida como sendo parte da energia liberada do resultado de um arco elétrico ou do fogo repentino que incide sobre determinado ponto. O valor da energia incidente é fundamental para a determinação da proteção adequada para o trabalhador, sendo normalmente indicada em cal/cm².

A energia incidente é calculada com base na corrente de falta por arco elétrico, na tensão do sistema, nos tempos de abertura dos dispositivos de proteção de sobrecorrente e nos parâmetros individuais do sistema de distribuição elétrica. A análise de energia incidente é necessária para a seleção do equipamento de proteção individual (EPI) classificado quanto ao arco, quando o trabalho está sendo realizado em uma fonte potencial de arco elétrico ou próximo a ela. A classificação de arco do EPI selecionado deve ser baseada na exposição à energia incidente. O requisito de análise de energia incidente estipulado no Artigo 130.3 (B) (1) da NFPA 70E é a base para a realização de um estudo de cálculo de risco de arco elétrico.

O que é uma análise de energia incidente?

A análise de energia incidente é realizada para reduzir o risco de lesões no corpo quando exposto a um arco elétrico. O objetivo da análise é identificar a exposição do trabalhador à energia incidente, o limite do arco elétrico, a distância de trabalho apropriada e a classificação calórica exigida pelo EPI.

O valor da energia incidente é calculado através das equações da NFPA 70E ou pelo padrão IEEE 1584 e são derivados de dados de ensaios reais. O risco de arco elétrico é expresso em energia incidente, com as unidades cal/cm². Além disso, as vestimentas de proteção contra arco elétrico são classificadas pelo valor de desempenho térmico do arco (ATPV), que também é expresso em cal/cm². O essencial é ter a certeza de que a classificação em cal/cm² do EPI utilizado é maior que a energia incidente calculada no local ou equipamento em que se está trabalhando. Portanto, após o estudo de arco elétrico adequado, essas informações devem ser apresentadas na etiqueta do arco elétrico.

Quem deve fazer o estudo de arco elétrico?

Uma das principais perguntas é se um engenheiro é obrigado a realizar um estudo de arco elétrico. A resposta correta para esta pergunta é "sim". É essencial que um indivíduo qualificado e adequadamente treinado realize o estudo — este deve ser um engenheiro elétrico profissional licenciado. Em todos os casos, o CREA exige que o profissional certifique o trabalho com uma ART.

O mais importante é entender que a vida das pessoas depende da precisão das informações apresentadas nesses estudos. Se houver um acidente, é uma garantia: o Ministério do Trabalho ou mesmo o CREA investigará se o estudo foi preciso e se o indivíduo que o realizou era qualificado. Também é importante confirmar que o estudo foi realizado com software de engenharia comprovado.

Da mesma forma, a NFPA-70E, no artigo 130.3 (H), afirma que o equipamento deve ser marcado com uma etiqueta contendo todas as seguintes informações: (1) tensão nominal do sistema; (2) limite do arco; (3) energia incidente disponível; (4) distância de trabalho correspondente; (5) categoria de ATPV para o EPI e para o equipamento; (6) classificação mínima do ATPV das vestimentas; e (7) nível de EPI específico do local.

As vantagens da análise de engenharia

Os resultados da análise são usados para criar requisitos específicos de proteção contra arco do local:

  • Os resultados são impressos na etiqueta do equipamento na forma de energia incidente (em calorias por centímetro quadrado, à distância de trabalho);
  • Os trabalhadores podem escolher o EPI com um valor de desempenho térmico do arco (ATPV) que atenda ou exceda a energia incidente disponível publicada na etiqueta informativa;
  • A análise garante o EPI mais adequado para o perigo. Como o uso de mais EPI do que o necessário se torna complicado e pode até ser prejudicial à segurança do trabalhador, a análise de engenharia ajuda a garantir o nível ideal de proteção.

Precisa de um estudo de ATPV e arco elétrico?

Fale com a engenharia da IFELL e receba um diagnóstico técnico conforme a NR-10, NFPA 70E e IEEE 1584.

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