Laudo de Termografia com ART do CREA-SP
Emitimos o laudo de termografia da sua instalação elétrica com termogramas, temperaturas medidas, delta-T, carga no momento do ensaio, classificação de severidade e prazo de correção — assinado por engenheiro eletricista com ART registrada no CREA-SP, no formato aceito por seguradoras e pela fiscalização.
O que é o laudo de termografia e quando ele é exigido
O laudo de termografia é o documento técnico que registra e interpreta o resultado de uma inspeção termográfica. Não é o conjunto de fotos térmicas: é a peça de engenharia que diz, para cada ponto aquecido encontrado, qual é a temperatura, o quanto ela se afasta da referência, qual a gravidade e em quanto tempo aquilo precisa ser corrigido. É esse documento que a seguradora arquiva, que o auditor confere e que responde por você se houver sinistro.
Na prática ele é exigido em três situações: na renovação da apólice de seguro contra incêndio, quando a seguradora condiciona a cobertura à comprovação de manutenção preditiva; em auditorias e certificações de plantas industriais e prédios corporativos; e no plano de manutenção exigido pela NR-10, que trata das medidas de controle do risco elétrico.
O que o laudo de termografia precisa conter
Um laudo que se sustenta tecnicamente traz, para cada anomalia encontrada:
- Termograma e foto visível lado a lado — sem a imagem comum é impossível saber qual componente está aquecendo.
- Temperatura medida e temperatura de referência — um ponto a 70 °C num dia de 35 °C não significa o mesmo que num dia de 12 °C.
- Delta-T — a diferença entre o ponto quente e o componente equivalente sadio. É o número que classifica a gravidade, não a temperatura absoluta.
- Carga no instante da medição — a mesma conexão frouxa aquece pouco a 20% da carga e muito a 90%. Sem esse dado a medição não é reprodutível.
- Emissividade adotada — cobre polido, barramento pintado e aço oxidado devolvem quantidades diferentes de energia infravermelha na mesma temperatura real.
- Classificação de severidade e prazo de correção — o que precisa parar hoje e o que pode esperar a próxima parada programada.
- Identificação do responsável técnico e número da ART.
Severidade: o que o delta-T indica
A leitura correta compara o ponto suspeito com outro componente de mesma função e mesma carga — a fase vizinha, o disjuntor do circuito gêmeo. Diferenças pequenas costumam indicar desgaste em acompanhamento; diferenças grandes indicam conexão em falha progressiva, que tende a piorar sozinha porque o aquecimento aumenta a resistência de contato, que aumenta o aquecimento. É por isso que um ponto quente ignorado raramente se estabiliza: ele acelera.
O laudo traduz cada caso em prazo de ação, e é isso que permite ao gestor priorizar orçamento e parada em vez de reagir à queima.
De quanto em quanto tempo refazer
A referência usual é anual para instalações prediais e comerciais e semestral para plantas industriais, quadros com alta densidade de carga, ambientes com poeira, vibração ou variação térmica acentuada. Seguradoras costumam exigir laudo com no máximo doze meses na renovação. Após uma correção apontada como crítica, o ponto deve ser reinspecionado para comprovar que o aquecimento cessou — a correção sem reensaio não fecha a não conformidade.
Base normativa
A IFELL conduz o ensaio e emite o laudo conforme a ABNT NBR 15572, que orienta a inspeção termográfica de equipamentos elétricos, e a ABNT NBR 15424, que fixa a terminologia dos ensaios não destrutivos por termografia, em conjunto com as medidas de controle previstas na NR-10 e com os requisitos de manutenção da NBR 5410 para baixa tensão.
Emissão com ART e CREA-SP
O laudo emitido pela IFELL é assinado por engenheiro eletricista com ART registrada no CREA-SP. É a anotação de responsabilidade técnica que dá ao documento valor perante seguradora, fiscalização e Justiça do Trabalho. Um relatório sem responsável técnico identificado é um arquivo de imagens, não um laudo — e costuma ser recusado justamente no momento em que seria necessário.
Perguntas Frequentes
Qual a diferença entre laudo de termografia e relatório de inspeção?
O relatório apresenta o que foi observado. O laudo vai além: interpreta os dados, classifica a gravidade de cada anomalia, define prazo de correção e é assinado por responsável técnico com ART. Para seguradora e fiscalização, só o laudo tem valor.
Qual a validade do laudo de termografia?
Não há prazo fixado em norma, mas a prática de mercado e a exigência das seguradoras trabalham com doze meses para instalações prediais e seis meses para industriais. O laudo perde a utilidade antes disso se a instalação for ampliada ou tiver a carga alterada de forma significativa.
O laudo de termografia serve para o AVCB?
O AVCB do Corpo de Bombeiros exige o laudo das instalações elétricas conforme a NR-10 e a NBR 5410. A termografia não substitui esse laudo, mas o complementa e costuma ser pedida pela seguradora na mesma ocasião. A IFELL emite os dois documentos.
Preciso desligar a instalação para o ensaio?
Não — ao contrário. O ensaio exige a instalação energizada e sob carga representativa, porque um ponto quente só se revela quando a corrente passa por ele. O que se pede é acesso seguro aos painéis, por profissional habilitado ou por janelas de inspeção infravermelha.
O laudo aponta o defeito ou também a solução?
Ambos. Cada anomalia vem com a causa provável — conexão frouxa, desequilíbrio de fases, sobrecarga, componente em fim de vida — e a ação recomendada, com prazo.
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