Inspeção e Análise Termográfica

Inspeção Termográfica Predial e Industrial em São Paulo

A inspeção termográfica é o ensaio por infravermelho que mede a temperatura de painéis, barramentos e conexões energizadas sem contato, localiza os pontos quentes antes da falha e gera laudo com ART.

Aquecimento no quadro elétrico? Faça uma inspeção por termografia em seu sistema elétrico e reduza os riscos de inatividade da sua empresa. A IFELL Engenharia identifica problemas antes da falha, com termografista profissional certificado ITC.

IFELL Engenharia - Termografia Elétrica em São Paulo

Diagnósticos de aquecimento elétrico

A termografia é uma ferramenta comprovada para identificar problemas elétricos antes da falha, permitindo que nossos clientes tomem medidas proativas para evitar falhas elétricas dispendiosas e, às vezes, perigosas.

Termograma de quadro de distribuição elétrica mostrando ponto quente de 57,7 °C em conexão de disjuntor, contra 21,0 °C de referência — diferencial de 36,7 °C registrado em inspeção termográfica da IFELL Engenharia
Ponto quente real localizado por inspeção termográfica. A imagem térmica registra 57,7 °C na conexão em destaque (marcador Bx1) contra 21,0 °C no ponto de referência do mesmo quadro — um diferencial de temperatura (ΔT) de 36,7 °C. Aquecimento dessa ordem em conexão energizada indica mau contato ou sobrecarga e exige intervenção: é assim que a termografia encontra a falha antes do desligamento ou do incêndio. Ensaio realizado com câmera infravermelha sob carga, sem desligar a operação, conforme a ABNT NBR 15424.

Como resultado, detectamos rapidamente sobrecargas do sistema, componentes defeituosos soltos, painéis danificados e problemas de aquecimento. A inspeção termográfica é um dos pilares da manutenção preditiva elétrica.

Benefícios da inspeção termográfica

  • Reduz o tempo (não programado) de inatividade;
  • Aumenta a vida útil do equipamento;
  • Nenhuma interrupção de serviço durante a inspeção;
  • Riscos menores e diagnóstico fácil;
  • Diminui os custos com manutenção corretiva;
  • Aumenta os lucros;
  • Evita falhas catastróficas;
  • Garante o nível de segurança exigido na apólice de seguro.

Relatório de termografia

Um relatório de termografia apresenta os resultados de uma inspeção termográfica. Ele inclui imagens térmicas e informações sobre as áreas inspecionadas, além de uma análise dos resultados e recomendações para ações corretivas, se necessário.

O relatório de termografia é importante porque fornece documentação detalhada dos problemas detectados durante a inspeção. Você pode usá-lo para planejar a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos elétricos e evitar falhas ou interrupções não programadas. Além disso, você pode apresentá-lo à seguradora como prova de que está realizando manutenção preventiva regularmente.

A câmera termográfica adequada ao tipo de inspeção

De acordo com a norma Petrobrás N-2472:2013 — Ensaio Não Destrutivo — Termografia, é importante notar que o termovisor deve atender aos seguintes requisitos:

  • É recomendável utilizar referencialmente uma câmera ergonômica, portátil e leve, com sistema de detecção fixo (detector de matriz de plano focal — Focal Plane Array, FPA), evitando partes móveis e mecânicas utilizadas no sistema de detecção por varredura;
  • A faixa espectral da câmera termográfica é de 8-14 μm, que corresponde às ondas longas;
  • A resolução espacial e de medida devem atender às distâncias e dimensões dos alvos a ser inspecionados. Na maioria das situações, a lente padrão de 24° x 18° é suficiente. No caso da inspeção de componentes a grandes distâncias, uma telescópica de 12° x 9° pode ser mais adequada;
  • A sensibilidade térmica máxima é de 80 mK, o que equivale a 0,08 °C;
  • A faixa mínima de medição de temperatura é de -10 °C a 500 °C.

Condições detectáveis por uma inspeção por termografia

  • Conexões frouxas ou deterioradas;
  • Sobrecargas;
  • Circuitos abertos;
  • Cargas desequilibradas;
  • Aquecimento indutivo;
  • Harmônicos;
  • Equipamentos defeituosos.

Garanta o nível de segurança exigido nas apólices de seguro

Quando instalações industriais ou prediais fazem manutenção preditiva, muitas incluem imagens termográficas como parte de suas inspeções elétricas. Algumas instalações são obrigadas a fazer uma avaliação de termografia para renovar as apólices de seguro de incêndio. Nesses locais, as seguradoras realizam a inspeção e podem exigir que ela seja executada por uma empresa terceirizada de inspeção termográfica. Como resultado, é importante nunca deixar de realizar uma termografia, pois a seguradora poderá cobrá-lo por isso.

Nossos serviços são executados por termografista profissional certificado ITC, garantindo precisão e conformidade técnica em cada laudo.

Novo por aqui? Entenda primeiro o que é termografia e como a inspeção por infravermelho previne falhas elétricas.

Como a inspeção termográfica é feita (etapas)

  1. Planejamento — lista dos painéis e equipamentos, horário de maior carga e condições de acesso seguro, conforme a NR-10.
  2. Ensaio sob carga — leitura termográfica com a instalação energizada e em operação; sem carga o ponto quente não aparece.
  3. Registro pareado — para cada anomalia, termograma e foto visível do mesmo ponto, com a carga e a emissividade anotadas.
  4. Avaliação de temperatura — comparação com componente equivalente sadio (delta-T) e correção pela emissividade do material, na metodologia da ABNT NBR 15866.
  5. Classificação e prazo — cada ponto recebe uma classe de severidade e um prazo de correção.
  6. Laudo com ART — relatório assinado por engenheiro eletricista com ART do CREA-SP; veja o que ele contém em laudo de termografia.

Periodicidade recomendada por tipo de instalação

InstalaçãoPeriodicidadeObservação
Predial e comercial (condomínios, escritórios, lojas)AnualExigência usual das seguradoras na renovação da apólice de incêndio
Industrial (painéis, CCM, transformadores, barramentos)SemestralCarga contínua, vibração, poeira e variação térmica aceleram as falhas
Quadros críticos ou com histórico de aquecimentoTrimestral a semestralDefinida no laudo anterior
Após correção de ponto críticoReensaioSem reensaio a não conformidade não fecha

Os critérios de periodicidade seguem a ABNT NBR 15763; o laudo indica o intervalo adotado para cada instalação.

Classificação de severidade e prazo de correção

ClasseO que indicaAçãoPrazo
AtençãoAquecimento leve em relação ao componente equivalenteAcompanhar na próxima inspeçãoPróximo ciclo
IntermediáriaDeficiência provável: conexão frouxa, desequilíbrio, oxidaçãoProgramar correçãoPróxima parada programada
SériaDeficiência confirmada, com evolução esperadaCorrigir em curto prazoDias a poucas semanas
CríticaRisco iminente de falha, incêndio ou interrupçãoIntervir imediatamente, com desenergização se necessárioImediato

A classe é definida pelo delta-T entre o ponto e o componente equivalente, corrigido pela carga no instante da medição; os limites numéricos de cada classe constam no laudo.

Termograma ilustrativo de barramento de distribuição com conexão aquecida identificada na inspeção termográfica
Ilustração própria: conexão de barramento em aquecimento, com delta-T em relação às fases vizinhas.

Perguntas Frequentes

O que é termografia elétrica e para que serve?

A termografia elétrica é uma técnica de inspeção por infravermelho que mede a temperatura de componentes energizados sem contato, identificando aquecimentos anormais antes da falha. É usada na manutenção preditiva para detectar conexões frouxas, sobrecargas, cargas desequilibradas e equipamentos defeituosos. A IFELL realiza esse serviço em São Paulo com termografista certificado ITC.

Quando a inspeção termográfica é obrigatória?

A inspeção termográfica é frequentemente exigida pelas seguradoras para renovar apólices de seguro de incêndio em instalações industriais e prediais. Muitas seguradoras condicionam a cobertura à comprovação de manutenção preditiva regular, podendo exigir laudo emitido por empresa terceirizada especializada. Sem esse documento, a indenização pode ser negada em caso de sinistro elétrico.

Com que frequência deve ser feita a termografia elétrica?

Recomenda-se realizar a termografia elétrica pelo menos uma vez por ano, em conformidade com os programas de manutenção preditiva e com a NR-10. Ambientes com alta criticidade, cargas variáveis ou histórico de falhas podem exigir inspeções semestrais. A periodicidade ideal é definida no laudo conforme o porte e o risco da instalação.

Quais requisitos a câmera termográfica deve atender?

Conforme a norma Petrobras N-2472:2013, o termovisor deve operar na faixa espectral de 8 a 14 μm (ondas longas), com sensibilidade térmica máxima de 80 mK (0,08 °C) e faixa de medição de -10 °C a 500 °C. Recomenda-se detector de matriz de plano focal (FPA) e lente padrão de 24° x 18° para a maioria das inspeções elétricas.

Qual a diferença entre inspeção termográfica e termografia?

Termografia é a técnica — medir temperatura à distância pela radiação infravermelha. Inspeção termográfica é a aplicação dela como serviço de engenharia: percorrer a instalação sob carga, registrar os termogramas, comparar cada ponto com a referência, classificar a severidade e emitir laudo. Na prática comercial os dois termos são usados para a mesma contratação.

A termografia industrial exige parar a produção?

Não — é o contrário. O ensaio precisa da instalação energizada e sob carga para que os pontos quentes apareçam, então a inspeção é feita com a planta operando. O que se pede é acesso seguro aos painéis, o que pode exigir abertura de portas por profissional habilitado ou o uso de janelas de inspeção infravermelha já instaladas.

A inspeção termográfica gera laudo com ART?

Sim. A IFELL entrega laudo técnico assinado por engenheiro eletricista com ART registrada no CREA-SP, com termogramas, temperaturas, delta-T, carga, emissividade, classificação de severidade e prazo de correção — no formato aceito por seguradoras.

A termografia costuma ser contratada junto com o laudo NR-10 e como etapa do plano de manutenção elétrica predial ou industrial.

IFELL – Manutenção Elétrica – Inspeção Termográfica – Resumo

  • A inspeção termográfica é uma maneira sem contato de encontrar problemas elétricos.
  • Carga, segurança e emissividade são pontos importantes a serem considerados ao usar o termovisor.
  • Os pontos quentes indicam problemas, porém os pontos frios também podem ser problemas (por exemplo, um fusível queimado).

Identifique problemas elétricos com eficiência

Os termovisores de hoje são robustos, fáceis de usar e muito mais acessíveis do que eram apenas alguns anos atrás. Como resultado, tornaram-se uma solução realista para a manutenção elétrica diária.

Para usá-lo, um termografista qualificado aponta o termovisor para o equipamento em questão e examina a área imediata, procurando pontos quentes inesperados. O termovisor produz uma imagem ao vivo do calor emitido pelo equipamento e, com um rápido aperto do gatilho, captura uma imagem térmica. Quando a inspeção é concluída, o técnico pode carregar as imagens em um computador, smartphone ou tablet para uma análise mais detalhada, relatórios e tendências futuras.

Noções básicas: carga elétrica, segurança e emissividade

Embora os termovisores sejam fáceis de usar, eles devem ser utilizados somente por termografista profissional que tenha certificação ITC, no mínimo nível 1. Os três pontos a seguir são especialmente importantes.

Ponto um: Carregamento

O equipamento elétrico que está sendo inspecionado deve estar acima de 40 por cento da carga nominal para que seja possível detectar problemas com um termovisor. Se possível, o ideal é realizar a inspeção em condições de máxima carga.

Ponto dois: Segurança

Os padrões de segurança de medição elétrica continuam se aplicando, sob a NR-10. Ficar em frente a um painel elétrico aberto e ativo requer equipamento de proteção individual (EPI). Dependendo da situação e do nível de energia incidente do equipamento que está sendo verificado, isso pode incluir:

  • Roupas resistentes a chamas;
  • Luvas de couro sobre borracha;
  • Botas de trabalho de couro;
  • Protetor facial com classificação de arco voltaico, capacete e proteção auditiva ou um traje completo para arco voltaico.

Ao escanear um painel elétrico ativo, use equipamento de proteção individual NR-10 adequado para arco elétrico e fique a pelo menos 1,2 m de distância.

Ponto três: Emissividade

A emissividade descreve o quão bem um objeto emite energia infravermelha ou calor. Isso afeta o quão bem um termovisor pode medir com precisão a temperatura da superfície do objeto. Diferentes materiais emitem energia infravermelha de maneiras diferentes. Cada objeto e material tem uma emissividade específica, classificada em uma escala de 0 a 1,0. Quanto maior a emissividade, melhor a precisão da medição.

Objetos com alta emissividade emitem bem energia térmica e geralmente não são muito refletivos. Materiais que têm baixa emissividade não emitem bem energia térmica e geralmente são bastante reflexivos. Isso pode causar confusão e análises incorretas se você não for cuidadoso. O termovisor só pode calcular com precisão a temperatura da superfície de um objeto se a emissividade do material for relativamente alta ou se o nível de emissividade no termovisor for definido próximo à emissividade do objeto.

A maioria dos objetos pintados tem uma alta emissividade, de cerca de 0,90 a 0,98. Cerâmica, borracha e a maioria das fitas isolantes e isolantes de condutores também têm emissividades relativamente altas. Alguns materiais são muito reflexivos, como o alumínio, o cobre e o aço inoxidável.

Por fim, a boa notícia é que a maioria das imagens térmicas realizadas para inspeção elétrica é um processo comparativo ou qualitativo. Normalmente, você não precisa de uma medição de temperatura específica. Em vez disso, procure um local que esteja mais quente do que equipamentos similares sob as mesmas condições de carga.

Solução de problemas de sistemas elétricos

Em síntese, se você estiver procurando problemas de disjuntor ou de desempenho de carga, verifique se há pontos quentes. Depois de concluir os reparos, faça outra verificação térmica. Se o reparo foi bem-sucedido, o ponto quente detectado pela primeira vez deve ter desaparecido. É importante observar que nem todos os pontos críticos são conexões soltas. É altamente recomendável que a inspeção seja realizada por um termografista profissional certificado. Há várias áreas a serem verificadas durante a solução de problemas.

Desequilíbrio trifásico

Ao avaliar um ponto quente elétrico, observe se o calor continua ao longo do fio em direção à carga (problema relacionado à carga) ou se está isolado na conexão (problema relacionado à conexão).

Capture imagens térmicas de todos os painéis elétricos e outros pontos de conexão de alta carga, incluindo unidades, desconexões e controles. Então, onde quer que você descubra temperaturas mais altas, siga esse circuito e examine as ramificações e cargas associadas.

Antes de tudo, compare as três fases elétricas lado a lado e verifique as diferenças de temperatura. Um circuito ou fase mais frio que o normal pode sinalizar um componente com falha. As fases mais carregadas parecerão mais quentes. Condutores quentes podem estar subdimensionados ou sobrecarregados. Faça medições elétricas, se possível de qualidade de energia, para diagnosticar o problema. Cargas desequilibradas, sobrecarga, conexão ruim e harmônicos podem criar padrões semelhantes.

Além disso, quedas de tensão nos fusíveis e interruptores também podem aparecer como desequilíbrio no motor, e o excesso de calor pode ser a raiz do problema. Antes de presumir que encontrou a causa, verifique novamente com um termovisor e um multímetro ou alicate amperímetro para medir os consumos de corrente.

Conexões e fiação

A princípio, procure conexões com temperaturas mais altas do que outras conexões semelhantes sob cargas semelhantes. Elas podem indicar uma conexão frouxa ou corroída com resistência aumentada. Pontos quentes em conexões aparecem mais quentes no ponto de contato, esfriando com a distância desse ponto. Em alguns casos, um componente frio é anormal devido ao desvio da corrente da conexão de alta resistência.

Ainda assim, você pode encontrar fios quebrados ou subdimensionados com isolamento defeituoso. As diretrizes da Associação Internacional de Testes Elétricos dizem que, quando a diferença de temperatura entre componentes semelhantes sob cargas semelhantes exceder 15 °C, reparos imediatos devem ser realizados.

Fusíveis

Se um fusível estiver quente em uma verificação térmica, ele pode estar em sua capacidade nominal excedida ou próximo a ela. Portanto, nem todos os problemas são quentes: por exemplo, um fusível queimado produz uma temperatura mais baixa que a normal.

Centros de controle de motores

Para avaliar um centro de controle de motores sob carga, abra cada compartimento e compare as temperaturas relativas dos principais componentes: barramentos, controladores, partidas, contatores, relés, fusíveis, disjuntores, seccionadores, alimentadores e transformadores. Incorpore as diretrizes mencionadas anteriormente para inspecionar conexões e fusíveis, bem como para identificar desbalanceamento de fase. Meça a carga no momento de cada varredura para que você possa avaliar adequadamente suas medições em condições normais de operação.

Crie um relatório de inspeção ainda no local e comunique-se diretamente com seu cliente ou gerente por meio de seu smartphone ou tablet.

Transformadores

Nos transformadores isolados com óleo, utilize o termovisor para observar conexões de buchas externas de alta e baixa tensão, bombas de resfriamento e as superfícies dos transformadores. (Os transformadores secos têm temperaturas de bobina muito mais altas que o ambiente, o que dificulta detectar problemas com imagens térmicas.) Incorpore as diretrizes para conexões e desequilíbrios. Os tubos de resfriamento devem parecer quentes. Se um ou mais tubos estiverem comparativamente frios, o fluxo de óleo provavelmente está restrito. Lembre-se de que, como um motor elétrico, um transformador tem uma temperatura operacional mínima que representa o aumento máximo permitido na temperatura acima da temperatura ambiente (normalmente 40 °C). Um aumento de 10 °C acima da temperatura operacional nominal provavelmente reduzirá a vida útil do transformador em 50 por cento.

O termografista e os termogramas

O termografista ou profissional responsável pela inspeção precisa ter qualificação e equipamentos adequados. Ele deve seguir as normas técnicas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a fim de garantir a segurança e a qualidade do serviço. Os equipamentos devem ser câmeras termográficas capazes de captar e converter a radiação infravermelha em imagens visíveis, chamadas de termogramas.

Esses termogramas mostram as diferenças de temperatura entre os componentes elétricos e permitem identificar os pontos críticos que necessitam de intervenção. A partir dessa análise, o profissional elabora um laudo de inspeção termográfica, que contém as informações sobre as condições das instalações e as recomendações para as medidas corretivas. Esse laudo é importante para comprovar a conformidade com as normas regulamentadoras e pode ser usado para fins de auditoria, fiscalização ou perícias.

Ensaio de termografia de painéis elétricos

O teste da termografia infravermelha é utilizado para identificar cargas desbalanceadas, conexões ruins, isolamento deteriorado ou qualquer outro problema em painéis ou componentes elétricos energizados, sem necessidade de desmontagem. Esses problemas podem levar ao uso excessivo de energia, ao aumento dos custos de manutenção ou à falha catastrófica do equipamento, resultando em interrupções de serviço não programadas.

Por que o teste de termografia do painel elétrico é importante?

A National Fire Protection Association (NFPA) avalia que cerca de 10% dos incêndios estão associados a falhas do sistema elétrico, como falha de terminais, isolamento elétrico e componentes relacionados. Diretrizes de segurança recomendam manter e testar a infraestrutura elétrica regularmente para garantir a conformidade.

A realização de um teste de infravermelho destaca problemas na infraestrutura elétrica sob carga, pois essas áreas se manifestam como temperaturas anômalas na imagem ao vivo da câmera termográfica. Detectar conexões de alta resistência e repará-las reduz a probabilidade de falhas. Além disso, há um claro custo-benefício: a alta resistência em circuitos aumenta o fluxo de corrente e o consumo de energia, podendo levar ao colapso prematuro de disjuntores, fusíveis e transformadores.

Benefícios de fazer o teste de termografia do painel elétrico

  • Verifica se os componentes e o sistema foram corretamente instalados e não estão danificados.
  • Reduz o tempo de inatividade e o risco de falha do equipamento.
  • Aumenta a segurança e melhora a segurabilidade.
  • Reduz a exposição de responsabilidade de projetistas e instaladores.
  • Melhora o desempenho do sistema e confirma a conformidade com as especificações do projeto.
  • Reduz atrasos no cronograma de construção e economiza dinheiro.

O que é realizado durante o teste de termografia

Aparelhagem e painéis elétricos são a base para fornecer eletricidade em edifícios comerciais e industriais. O infravermelho é uma ferramenta comprovada para identificar problemas elétricos antes da falha, permitindo medidas proativas para evitar interrupções caras e perigosas. O teste examina componentes elétricos com imagens de calor, baseando-se no fato de que componentes defeituosos aquecem mais — conexões soltas ou rolamentos desgastados elevam a temperatura do circuito.

A IFELL Engenharia tem vários anos de experiência realizando testes de termografia de painéis elétricos no Brasil para instalações comerciais, industriais, de manufatura, universidades, usinas de geração de energia, subestações, data centers, instalações médicas, hospitais e muito mais.

O teste térmico pode identificar os seguintes fatores

  • Conexões de alta resistência e pontos quentes.
  • Cabos sobrecarregados, fusíveis ou disjuntores sobrecarregados.
  • Falha iminente do motor ou do rolamento e enrolamentos do motor superaquecidos.
  • Superaquecimento em equipamentos de distribuição e desequilíbrio de carga de fase.
  • Avaria do isolamento térmico, perda térmica e entrada de umidade.

Procedimentos para a termografia de instalações e painéis elétricos

O painel a ser testado deve estar energizado e sob carga adequada — idealmente, a carga operacional normal. Antes de abrir ou remover qualquer tampa protetora, o termografista deve examinar externamente o painel para determinar a possível presença de condições inseguras. Em caso de aquecimento incomum, um assistente qualificado deve tomar as medidas corretivas adequadas antes do teste.

Em seguida, abrem-se os invólucros do painel para fornecer acesso de linha de visão aos componentes. Os testes infravermelhos podem ser de natureza qualitativa ou quantitativa. Sempre que possível, comparam-se componentes iguais sob carga igual entre si. O termografista deve garantir a precisão das leituras, manter a imagem térmica em foco, dar atenção especial à perspectiva, contraste, resolução e iluminação, e incorporar ao relatório tanto as imagens térmicas quanto as de luz visível.

Termografia predial: condomínios e prédios comerciais

Em edifício residencial ou comercial os pontos críticos são outros: o quadro de medição coletivo, onde dezenas de disjuntores dividem o mesmo barramento, as prumadas de alimentação, o quadro de bombas e pressurização, o gerador e o barramento blindado. São locais que ninguém abre entre uma reforma e outra — e onde uma conexão frouxa aquece por meses antes de virar princípio de incêndio.

A inspeção termográfica predial é feita com o prédio em uso, no horário de maior consumo, sem desligar nada. Para o síndico há uma razão prática além da segurança: a maioria das seguradoras exige a comprovação de manutenção preditiva na renovação da apólice de incêndio, e o laudo termográfico com ART é o documento que atende a essa exigência. Vale também como peça de defesa do condomínio em caso de sinistro.

Termografia industrial: o que muda dentro da planta

A inspeção termográfica industrial tem uma exigência que a predial não tem: a instalação precisa estar sob carga representativa no momento do ensaio. Um ponto de aquecimento só se revela quando a corrente passa por ele — um barramento frouxo em painel desenergizado aparece na imagem térmica com a mesma temperatura do vizinho sadio. Por isso a inspeção é feita com a produção em operação, sem parada de linha, e o agendamento acompanha o turno de maior carga, não a conveniência da equipe.

Em planta industrial os alvos são os que concentram corrente e conexão: centros de controle de motores (MCC), barramentos de distribuição, transformadores a seco e a óleo, chaves seccionadoras, bancos de capacitores, contatores e os terminais de motores de grande porte. Também entram os componentes mecânicos que aquecem antes de falhar — mancais, acoplamentos e redutores — quando o escopo cobre manutenção preditiva completa.

A leitura correta depende de ajustar a emissividade ao material de cada superfície: cobre polido, barramento pintado e aço oxidado devolvem quantidades diferentes de energia infravermelha na mesma temperatura real. Uma inspeção que usa um único valor para a instalação inteira produz números que parecem precisos e não são. A IFELL trabalha conforme a ABNT NBR 15572, que orienta a inspeção termográfica de equipamentos elétricos, e a NBR 15424, que fixa a terminologia dos ensaios não destrutivos por termografia.

O laudo de termografia e a ART

O que a seguradora, o auditor e o cliente recebem não é a foto térmica: é o laudo. Cada anomalia entra com o termograma e a foto visível lado a lado, a temperatura medida, a do ponto de referência, o delta-T, a carga no instante da medição, a emissividade adotada, o grau de severidade e o prazo de correção recomendado.

O laudo emitido pela IFELL é assinado por engenheiro eletricista com ART registrada no CREA-SP. É essa anotação que dá ao documento valor legal perante seguradora e fiscalização — um relatório sem responsável técnico identificado é um arquivo de imagens, não um laudo, e costuma ser recusado na renovação de apólice.

Precisa do documento formal para a seguradora ou para a auditoria? Veja a página do laudo de termografia com ART, com o que ele deve conter, prazos de validade e base normativa.

Preparação do relatório de termografia

  • A distância do gerador de imagens infravermelho até a exceção.
  • Sempre que possível, a carga nominal máxima da exceção e sua carga medida no momento do ensaio.
  • Os valores refletidos de temperatura, emitância e transmitância necessários para encontrar a temperatura do componente defeituoso.
  • A temperatura de superfície da exceção e a temperatura padrão referenciada, considerando a temperatura absoluta.
  • Uma avaliação da severidade da temperatura e uma classificação de prioridade de reparo, quando aplicável.

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